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A fotografia pode iluminar a escuridão e expor a ignorância - Lewis Wickes Hine

notícias - 24/10/2014

No âmbito das comemorações do 50º aniversário da assinatura do Acordo entre a OIT e a Cidade de Turim para o estabelecimento do Centro, será realizada no campus, de 25 de outubro a 2 de novembro de 2014, a exposição “Stolen childhoods, Lewis Hine: the pictures that upset America” (“Infâncias roubadas, Lewis Hine: as imagens que incomodaram a América”).

A fotografia é um instrumento de protesto social. Com esta certeza, Lewis Hine, um dos fotógrafos americanos mais influentes do século passado, documentou, durante o seu trabalho no Comité Nacional para o Trabalho Infantil, o flagelo do trabalho infantil nos Estados Unidos nas primeiras décadas do século XX.

Com o objetivo de chamar a atenção no seu país, Hine tirou milhares de fotografias sobre o trabalho infantil nos Estados Unidos da América. As fotografias documentam o trabalho infantil nas indústrias (mineira, têxtil e alimentar), nas ruas e em casa. As imagens são confrangedoras e dão que pensar: crianças exploradas por dinheiro, as suas infâncias roubadas.

Hine acreditava que “Seja uma pintura ou uma fotografia, a imagem é um símbolo que nos coloca imediatamente em contacto estreito com a realidade. Na verdade, é muitas vezes mais eficaz do que a realidade seria porque, na imagem, os interesses não essenciais e contraditórios foram eliminados.”

Esta seleção de 100 imagens, de um conjunto de mais de 5000, é cedida pela Biblioteca do Congresso em Washington D.C.

O trabalho infantil continua a ser uma ferida aberta no mundo. Segundo a OIT-IPEC,  o número de crianças em situação de trabalho infantil a nível mundial ascende a mais de 168 milhões, sendo que metade trabalha em condições perigosas.